“Rezei muito para Deus e Nossa Senhora Aparecida. Senti muito medo. Nunca vi tanta água daquele jeito. Se a água arranca a árvore não sei o que ia acontecer”, lembra o agricultor Josias Camilo da Graça, de 52 anos, que ficou preso a uma árvore por dois dias durante a enchente do Rio Piquiri, em Francisco Alves, no oeste do Paraná. O homem estava na ilha Tapejara na segunda-feira (8), quando foi surpreendido pela cheia, até ser resgatado na tarde de terça-feira (10), depois de quase 30 horas. “No domingo ainda dormi no rancho. Na segunda acordei, fiz o café e quando vi que a água ia ganhando a porta da cozinha fui obrigado a dar meus pulos. Nem ia adiantar tentar pegar o barco”, lembra. Como não sabia quanto tempo o resgate demoraria, separou roupa, uma lamparina, água e comida e subiu em uma das árvores perto da casa. “Conforme a noite foi chegando, passei a corda em um galho e fiquei por ali amarrado. Tive medo de cochilar e cair na água.” No outro dia continuou esperando pelo socorro. “Ficava lá vendo a água levar os dois ranchos. Era uma água pesada e muito galho”, recorda.
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