segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Com Dom Orani, Brasil é 3º país com mais cardeais aptos a votar em Papa


Com o anúncio feito pelo Papa Francisco neste domingo (12) de que o arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, será criado cardeal da Igreja Católica, o Brasil passa a ser o 3º país com mais religiosos aptos a votar na eleição de um novo pontífice, com cinco representantes. Além de Dom Orani, os outros quatro brasileiros aptos a votar são Dom Raymundo Damasceno Assis, Dom Cláudio Hummes, Dom Odilo Scherer e Dom João Braz de Aviz.  O número representa metade dos cardeais brasileiros (os outros cinco têm mais de 80 anos e não podem mais participar de um Conclave). Assim como o Brasil, Alemanha, Espanha e Índia também possuem cinco cardeais eleitores. Somente Itália, com 30, e Estados Unidos, com 11, têm mais representantes.  O país perdeu um de seus eleitores em outubro, quando o arcebispo emérito de Salvador Dom Geraldo Majella Agnelo completou 80 anos. Já a Alemanha perdeu um eleitor em dezembro, quando Joachim Meisner, arcebispo de Colônia, também chegou à idade-limite. Os dois, no entanto, ganharam um novo nome agora. Espanha e Índia já tinham cinco eleitores antes do anúncio de Francisco. Considerados os "senadores" ou "príncipes" da Igreja Católica, os cardeais têm a função de auxiliar o Papa em suas decisões, assumindo por vezes cargos na Cúria Romana, a administração da Igreja. Eles também participam, até completarem 80 anos, do Conclave, reunião secreta cujo objetivo é escolher o novo Papa.  O pontífice argentino deve reunir em consistório os cardeais do mundo inteiro em 22 de fevereiro, quando os nomes anunciados no domingo receberão o título. São 19 novos cardeais, sendo 16 na idade para voto. Ao todo, a Igreja terá 218 cardeais. Com a nova distribuição, a Europa fica com 116 representantes. As Américas terão 58. Ásia, com 21, África, com 19, e Oceania, com 4, completam a lista. (Rádio Evangelho)

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