(Pistola Liberator fabricada com impressão 3D)
Os 15 pedaços de plástico em azul e branco lembram as pecinhas de um brinquedo de montar, como os que vêm dentro do Kinder Ovo. Juntos, porém, eles podem ferir seriamente uma pessoa. São componentes de uma pistola que dispara balas de calibre 22 e foram feitos em uma impressora 3D. Desde o ano passado, pessoas na internet discutem sobre a possibilidade de impressoras 3D gerarem armas de fogo --até então, a tecnologia, apontada como uma das grandes tendências para o futuro, era usada para criar brinquedinhos e bugigangas. No último dia 3, o grupo americano Defense Distributed anunciou que criou a primeira pistola 3D funcional, batizada de Liberator. Liderado por Cody Wilson, um estudante de 25 anos da Universidade do Texas, o grupo já havia impresso pentes de munição e partes de fuzil.
Todos os arquivos do Defense Distributed e seus seguidores para a impressão de componentes de armas podiam ser encontrados e baixados em um site próprio, o DefCAD. O arquivo da Liberator foi baixado mais de 100 mil vezes em três dias. Na última quinta, porém, os arquivos foram tirados do ar pelo Departamento de Estado dos EUA sob a alegação de que a distribuição dos arquivos viola a lei de importação e exportação de armas de fogo no país. Mesmo nos EUA, onde os cidadão podem fabricar e, com as devidas licenças, distribuir armas de fogo, a Liberator causou polêmica. Além dos questionamentos sobre o que significa dar potencialmente acesso a armas de fogo para qualquer pessoa, há preocupação com o fato de armas de plástico não serem flagradas por detectores de metal.
(Imagens das peças que compõe uma pistola Liberator feita em impressora 3D)
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