O Ministério da Saúde anunciou ontem um pacote de R$ 15 milhões para expandir a produção nacional e pesquisa de células-tronco embrionárias e adultas. Hoje, a maior parte das células e dos insumos utilizados em pesquisa é importada. Pesquisadores afirmam, no entanto, que "só dinheiro não ajuda". Eles reclamam da burocracia para a importação e exportação de material e da dificuldade de manter pessoal qualificado em razão dos baixos salários. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, R$ 8 milhões serão investidos na reestruturação e qualificação de oito Centros de Tecnologia Celular. Três deles estão em atividade (Curitiba, Salvador e Ribeirão Preto) e cinco estão em construção. É a primeira vez que o ministério destina verba específica para a melhoria dos centros, segundo Padilha. No pacote anunciado ontem, outros R$ 7 milhões vão para editais de pesquisa que serão abertos ainda neste ano.
Padilha disse à Folha que a ideia é que os centros se estruturem para a produção comercial de células-tronco. A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já estuda pedidos nesse sentido. Segundo ele, a prioridade será abastecer o mercado interno. "O que encarece e faz atrasar as pesquisas no Brasil são as importações de células-tronco. Por isso a gente quer suprir o mercado local, seja para as pesquisas, seja para o uso terapêutico."
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